Todo amor constitui uma relação entre o excesso e a restrição.
Se excede radicalmente no desejo pelo que é amado, de modo a não deixar-se conter por absolutamente nada. Contudo, se deixa restringir e limitar por todo o resto.
Amar por tanto, é querer absolutamente apenas uma coisa.
Uma coisa, que entre outras tantas, é finita e limitada, transitória.
Querer absolutamente esta coisa, consiste no desejo em querer torna-la eterna.
O amor portanto é a eternidade manifestada na radical afirmação da transitoriedade.
Se não há amor, apenas subsiste um desnivelamento que culmina com a morte. Seja pela radical afirmação do excesso ou pela radical afirmação da restrição. E em tais categorias uma intensa manifestação da solidão.
A morte é inevitável.
E com ela o desnivelamento. A vida levada ao completo desequilíbrio caótico do excesso ou de toda restrição.
Desse modo, por mais que se ame a transitoriedade, não há eternidade nela. Não há amor.
Só morte.

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